A Cidade

A HISTÓRIA DE SANTA FILOMENA (PE)

           Surgiu oficialmente em 1895, quando foi registrado um direito de posse com uma área de terra, pertencendo ao patrimônio da igreja nossa Senhora dos Remédios, sendo doado o terreno; uma parte por José Jacobina de Carvalho ao norte, a outra parte ao sul por Leonardo Rodrigues Coelho de Macedo, a posse da Fazenda para o direito da terra foi doada por Lucindo Rodrigues Coelho de Macedo, que doou 100 mil réis de posse pertencente à Fazenda Queimada, sendo registrado ainda no ano de 1895. Nessa época Santa Filomena pertencia à comarca do município de Santa Maria da Boa Vista e recebeu o primeiro nome; ”Queimada do Máximo”. Segundo os antepassados em que viviam lá, diziam que um senhor chamado Máximo construiu a primeira casinha neste terreno, então a partir daí ficaram chamado de Queimada do Máximo . Os donos das terras vizinhas quando viram a iniciativa de formar o povoado então se uniram e construíram casas. Até 12 de agosto de 1934, este povoado era conhecido por Queimada. Mas a partir de 08 de setembro do mesmo ano o Padre Luiz Gonzaga Kehrle que era vigário de Araripina fez freguesia nessa localidade de Queimada que era Paróquia de Barra de São Pedro e deu o nome de Santa Filomena. Com a mudança de prefeito em Ouricuri, o prefeito de nome Oliveira Pessoa mudou o nome de Santa Filomena para Munduri, onde comprovamos através de certidões de nascimento, casamentos e escrituras de imóveis registrados em cartórios. Quanto ao aspecto cultural o que mais predominou foi à religião, que segundo a origem do povoado formado há muitos anos atrás com o nome Queimada Máxima teve também a influência de Padres alemães e pessoas religiosas de outros países que vieram em missões de pregar a palavras de Deus, como não havia um lugar apropriado para isso resolveram fundar um povoado mesmo pequeno com poucos moradores, construíram uma igreja com pedras, essa pequena igreja tinha como párocos os Padres José, Cizernando e Hagaap. A diocese pertencia a Olinda e Recife, frei Henrique, pároco dessa diocese era da Ordem Franciscana Missionária, saia a cavalo de Santa Maria da Boa Vista com destino a Caboclo, Cachoeira do Roberto e Petrolina para praticar os ofícios do catolicismo. A necessidade da população por serviços religiosos em 1944 levou o padre Luiz Gonzaga Kehrle a construir uma igreja em outro local, desta vez não mais de pedra e sim de tijolos e cal. Essa nova igreja foi benta em 1949 quando veio pela primeira vez um bispo da diocese de Petrolina D. Avelar Brandão Vilella, e ela permanece até hoje tendo como padroeira Nossa Senhora dos Remédios cujo hino de louvor foi feito pelo professor, advogado e musico Reginaldo Bittencurt de Castro que era baiano e veio lecionar em uma Escola em Caboclo município de Afrânio. O nome de Munduri permaneceu de 1955 a 1956. E em 1956 através do empenho do vereador Raimundo de Castro Ferreira (Diquinho) que fez um abraço, Projeto de Lei em que foi aprovado com unanimidade de todos os vereadores e sancionado pelo prefeito, o nome de Santa Filomena que foi homologado oficialmente. Em 29 de setembro de 1995 depois muitas solicitações populares e política, Santa Filomena é emancipada a categoria de município. No ano seguinte (1996) houve a primeira eleição para prefeito, elegendo Geni Lemos de Vasconcelos, o qual assumiu o primeiro mandato em janeiro de 1997. Em 2000 aconteceu a segunda eleição, onde foi eleito o prefeito Pedro Gildevan Coelho Melo que assumiu seu mandato em 2001, em 2003 houve a terceira eleição onde foi reeleito Gildevan novamente que assumiu em 2004. Em 2008 houve a quarta eleição em que foi eleita Evaneide Antonia de Melo a primeira prefeita mulher a assumir a prefeitura de Santa Filomena em que assumiu em 2009 a 2012. Em 2012 houve a quinta eleição em que foi eleito, pela terceira vez, Pedro Gildevan Coelho Melo,que governou até 2016. Em 2016 houve a sexta eleição em que foi eleito Cleomatson Coelho de Vasconcelos, filho de Geni Lemos (2017-2020). Santa Filomena no dia 29 de Setembro de 2017 vai completar seus 22 anos de Emancipação Política. Quanto ao aspecto econômico a nossa região apresenta uma agricultura variada com produção de feijão, milho, mandioca e cana de açúcar, como também consiste na criação de animais bovinos, ovinos, caprinos, suínos e galináceos. Hoje a população de Santa Filomena é de 15.759 habitantes, com densidade populacional 13,7 pessoas /km² com hectares de 100.506.